Mateus Echeto e o olhar para a vida acontecendo na cidade

Mateus Echeto e o olhar para a vida acontecendo na cidade

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Depois de conhecer os nossos Exploradores Urbanos Breno da Matta  e Charles Naseh , é hora de apresentar o trabalho de Mateus Echeto.

Aqui ele fala um pouco mais sobre a sua formação como fotógrafo e como conseguiu unir Flyroam ao que tenta retratar da cidade e os grandes centros urbanos.

A ocupação de espaços públicos tem se tornado cada vez mais parte das grandes cidades. Como você vê esse movimento aqui em São Paulo?

Nos últimos, vem acontecendo um movimento bem forte de ocupação de São Paulo. As pessoas, principalmente os jovens, tem se tornado cada vez mais mais conscientes de que a ocupação das cidades traz benefícios, principalmente quando se trata de segurança púbica, uma das grandes mazelas do país. O governo do ex-prefeito Haddad deu muito foco nesse quesito, vide a abertura da Av. Paulista aos domingos e feriados, a implementação das ciclovias, os festivais no centro, a reforma de praças públicas… Porém, sinto que a nova prefeitura está indo na contramão disso e da vontade popular, principalmente no que se trata de ciclovias, o que me preocupa bastante.

Durante o desafio Flyroam para Timberland, para onde seu olhar foi direcionado? Como foi o processo de decisão de quais seriam as fotos?

Acabei direcionando meu olhar para a relação das pessoas com a cidade. Para mim, a cidade é o movimento da natureza e das pessoas, não apenas as construções do homem. Em todas as fotos, tive a preocupação de capturar a vida acontecendo diante das câmeras, seja o sol refletindo em um prédio, sejam as pessoas praticando esportes em um dia de lazer. Minha seleção se pautou nisso.

Qual a conexão que sentiu entre Flyroam e essa proposta de explorar espaços urbanos?

O tênis é bem confortável e é perfeito para os impactos dos pés no dia-a-dia. O tênis se adaptou perfeitamente a mim. Não poderia ter sido melhor.

Conte mais sobre seu trabalho e sua trajetória como fotógrafo.

Fotografo experimentalmente há uns 4 anos, como forma de ampliar minha expressividade como ser humano e entender minha existência. Não fiz nenhum curso e acabei aprendendo tudo na prática, brincando com a câmera. Pra mim, a fotografia acaba sendo muito documental, focando em registrar momentos específicos do tempo e espaço que vivo, sejam as pessoas que cruzo, os movimentos do tempo/clima, a deterioração urbana… Quero poder olhar pra trás em determinado momento e sentir novamente os momentos que eu vivi enquanto fotografei.

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