Pousada dos Anjos em Cunha: história e aconchego para uma escapada no final de semana

Pousada dos Anjos em Cunha: história e aconchego para uma escapada no final de semana

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Nós aqui do blog adoramos Cunha, pelos seus ateliês de cerâmica, Lavandário e por toda a natureza incrível que o destino apresenta. Já falamos sobre  a cidade aqui e aqui.

Em uma de nossas idas a cidade descobrimos a Pousada dos Anjos, e dessa vez decidimos voltar para conhecer melhor a história da primeira pousada da cidade e de seus proprietários. O empreendimento nasceu em 1989, a pedido dos ceramistas que vinham para Cunha para ver as aberturas de fornadas de cerâmica e herdou uma história secular e singular.

O local servia de pouso dos portugueses que desbravavam o Brasil e para viajantes que passavam pela Trilha dos Goianazes desde o século XVI. Vivida, a Pousada dos Anjos também foi parada do tráfico escravagista e de tropeiros e barões do café. Em constante reinvenção, sua casa histórica, que é conservada até hoje, também foi um hospital militar e um comando federal na Revolução de 32. E em 2004, para um merecido sossego, ela foi comprada pelo casal Kátia Scavacini e Marcos Santilli.

Katia e Marcos começaram essa história com uma brincadeira: eles queriam um local melhor para viver, e no final, essa brincadeira acabou mudando a vida deles. Eles sempre gostaram muito de Cunha e de sua localização, que fica próxima do mar e das montanhas, entre Rio e SP. Outro motivo que também ajudou pela decisão da mudança de São Paulo foi pelo fato da cidade contar com a presença de muitos ateliês e artistas residentes, sem violência, com ar, água e alimentos puros e com a cultura local bem preservada.

Depois de muitas pesquisas, (eles procuravam uma cidade com até 200km de distância de SP, e Cunha tem 230km) decidiram ficar na cidade, adquiriram a pousada que era da fundadora Marta Galotti, fizeram algumas reformas e vieram com 3 caminhões de mudança em busca de qualidade de vida. Missão cumprida com sucesso! Hoje o casal celebra o privilégio de criar os filhos nesse pedacinho do paraíso.

A pousada fica próxima a praias e ilhas espetaculares e conta com o frescor das montanhas. São 15 alqueires com lago, córrego, estradas internas, florestas, trilhas, pastagens, e uma vista espetacular. A infraestrutura do espaço é perfeita para quem quer passar uns dias descansando e curtindo: passeios de cavalo, sauna seca a lenha com deck, cachoeira e piscina natural de pedras, além de um salão social com fogão de lenha, home-theater, lareira, cdteca e dvdteca, além da biblioteca de artes, história e meio ambiente, que se chama Oca.

Fotos: Marcos Santilli

As acomodações são personalizadas, com estilos variados que unem o conforto ao rústico com muita privacidade. A decoração é diversificada e inclui obras de arte de importantes artistas brasileiros e contam com isolamento térmico na cobertura e espaços adicionais como varanda, para a proteção do frio nos dias de inverno.

O café da manhã é orgânico, e os ingredientes são produzidos pela própria pousada ou por famílias vizinhas, sendo todo preparado pelos próprios donos da pousada, Kátia e Marcos, que adoram uma prosa.

Confira agora uma entrevista com o casal. A gente aposta que muita gente vai se inspirar! É ou não é a vida que você pediu a Deus?

– Como era a vida antes de Cunha?

Como produtores culturais em São Paulo nossa vida era extremamente agitada, especialmente as noites em que frequentávamos exposições, festivais, espetáculos musicais. A nossa vinda pra cá interrompeu estas atividades.

– Como é a rotina de vocês na cidade?

Buscar filhos na escola, fazer compras para a pousada, tomamos café na Cidinha (um café da cidade famoso pelos seus doces), e idas a restaurantes (a cidade tem excelente gastronomia).

– Além das dicas tradicionais, como Lavandário, Cachoeiras, Vista da Pedra e trilhas, tem algum segredinho pouco conhecido pelos turistas?

A trilha dos 7 degraus, que é o caminho Velho do Ouro, perdido na floresta e acessível somente com guia, e também a Fazenda Santana, com construções do séc. 19, praticamente intacta com casarão, senzala, engenho, mas sem visitação turística.

Fazenda Santana – Crédito aqui.

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